Ar condicionado caseiro sem eletricidade – veja como funciona e fazer um

Vivemos em um país tropical onde durante o verão, e às vezes fora dele também…, a temperatura pode passar dos 40º. C causando incomodo e diminuindo nossa produtividade. O ar condicionado não é um luxo e sim uma necessidade. Mas como todos usá-los já que os aparelhos não são baratos e muito menos a energia elétrica utilizada para fazê-los funcionar?

Uma das respostas possíveis foi encontrada em Bangladesh onde foi construído um ar-condicionado caseiro, sem usar eletricidade, capaz de reduzir a temperatura em até 10º.C, usando apenas garrafas Pet e papelão. E você também pode construir um deles sem grande dificuldade! Continue reading…

 

Estou gastando muito com o chiller antigo. Devo substituí-lo?

A troca de centrais de água gelada (popularmente conhecidas no mercado como “chillers”) deve ser objeto de um estudo técnico e financeiro detalhado, que não deve ser feito por uma pessoa com pouca experiência.

Existem ferramentas e softwares sofisticados para fazer este estudo e recomendamos que seja utilizado um deles. No entanto, não é preciso comprar o software ou pagar uma consultoria para fazer tal estudo: quase todos os fabricantes de chillers fazem  tais cálculos para possíveis clientes com interesse em substituí-los. Um exemplo é a Carrier com o Engineering Economic Analysis.

Nosso objetivo nesse artigo é mostrar quando você deve cogitar de fazer esse estudo e o que levar em conta antes de fazê-lo.

Caso o seu chiller tenha mais de 20 anos ele já é um candidato natural à substituição. Equipamentos com esta idade, em geral, apresentam um alto grau de obsolescência e um desgaste considerável de seus componentes (controles, tubulações, compressores, etc). Também já deve estar inteiramente depreciado, conforme a legislação do Imposto de Renda (dez anos).

Substituir um chiller antigo requer um estudo técnico e financeiro complexo

Substituir um chiller antigo requer um estudo técnico e financeiro complexo

Não parta do pressuposto que você deve trocar o seu atual chiller por outro de mesma capacidade: em geral, os antigos encontram-se superdimensionados! Existem diferentes razões para isso: projeções de crescimento da necessidade de refrigeração na época que foram instalados, menor eficiência energética, comissões mais elevadas para os vendedores que vendem chillers de maior capacidade (e mais caros), etc. Além disso, as instalações físicas podem ter mudado bastante desde a época da instalação.

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Preciso trocar um compressor e ele não é mais fabricado ou vendido

Os compressores ficaram mais confiáveis já faz alguns anos. Mesmo assim continuam dando defeito. Por isso, o técnico de refrigeração com alguma frequência se depara com a necessidade de substituí-los. Mas, dependendo da idade do equipamento ou sistema, pode acontecer do compressor original não estar mais sendo comercializado. O que fazer?

Esse problema irá ocorrer cada vez com mais frequência porque os fabricantes de compressores estão continuamente desenvolvendo seus produtos pelos seguintes motivos:

  • reduzir seus custos de produção e, por consequência, reduzir o preço ao consumidor final;
  • melhorar a eficiência energética dos seus compressores, uma questão central em todo o mundo hoje em dia; ou
  • incorporar avanços tecnológicos ao mesmos, demandados pelos consumidores.

Com o desenvolvimento, alguns modelos deixam de ser produzidos. No entanto, isso não é motivo para o técnico de refrigeração deixar de consertar o equipamento do cliente ou, pior ainda, condená-lo.

Os compressores são feitos para determinadas aplicações (usos). Ainda que um modelo antigo não esteja mais sendo produzido, é muito provável que os fabricantes tenham modelos mais modernos para a mesma aplicação.

O que o técnico de refrigeração tem que levar em conta ao precisar substituir um compressor que não está sendo mais fabricado por outro mais moderno são os seguintes aspectos:

  • faixa de temperatura de evaporação;
  • fluído (gás) refrigerante utilizado;
  • capacidade do sistema de refrigeração
  • tensão (“voltagem”) e frequência (50 ou 60 Hz) da rede elétrica;
  • torque de partida

Vamos ver cada um dos aspectos acima com mais detalhes:

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Curso de refrigeração: invista para o futuro e não para o passado

Um dos assuntos que mais levam os leitores a entrar em contato com o Portal da Refrigeração é quanto à indicação de cursos de refrigeração. Realmente existe muita gente interessada em se tornar técnico de refrigeração devido às boas perspectivas que o mercado de trabalho oferece.

Para a área de refrigeração, essas perspectivas devem continuar positivas por muito tempo devido a vários fatores, entre eles:

  • Embora existam muitas controvérsias entre os cientistas, a impressão que temos é que as temperaturas estão aumentando quando comparamos as estações desse ano com as mesmas de anos passados. Mais calor, maior necessidade de equipamentos de refrigeração;
  • O Brasil ainda é um país em que grande parte da população tem baixo poder aquisitivo, o que limita sua capacidade de comprar ar-condicionados, splits, geladeiras mais sofisticadas e econômicas (inverters, por exemplo). Assim que o país retome o crescimento econômico, com mais renda disponível para a população, ocorrerá um natural crescimento na venda de equipamentos;
  • O aumento recente do custo eletricidade torna viável a troca de equipamentos antigos, menos eficientes em termos de consumo de energia.

 O aumento do número de equipamentos, bem como a troca por outros mais eficientes  e a necessidade de instalação e manutenção que sempre existirão, torna bastante atrativa a profissão de técnico de refrigeração.

No entanto, antes de procurar um curso técnico de refrigeração para aprender os fundamentos da profissão é preciso que você entenda as mudanças que estão ocorrendo nela. Não adianta investir em um curso voltado para o passado quando as oportunidades estão no futuro! Continue reading…